sábado, 6 de setembro de 2008

Crônica Poética/ AQUELA CASA



Ela está lá como sempre, guardando as belas lembranças.
O pai sentado na varanda numa cadeira verde de ferro, seu radinho no ouvido, viajando nos pensamentos, esperando a chegada dos filhos.
A mãe na cozinha preparando o almoço e em cada prato que prepara coloca seu carinho, dedicação, pois era sua alegria esse dia, domingo, quando aguarda à todos.
Naquele ninho as paredes guardam o sacrifício de todos, cada tijolo tem uma história pra contar, o suor derramado com alegria e satisfação, mas que lá deixaram sua marca.
Hoje deste templo onde se reuniam aos domingos para conversar, trocar confidências, recordar bons momentos de criança, só resta mesmo aquelas paredes. O resto só ficou na memória de cada um. Mas ela ainda está nos esperando.
Quem é ela? Uma mansão, um castelo, um barraco. Não importa! é a minha casa, nossa casa, aquela casa, que tanto tempo nos acolheu e guarda lembranças que nunca vão se acabar.

Geni

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